Hospitais e clínicas do estado decidiram aprovar, nesta terça‑feira (06/01), iniciar o descredenciamento da Unimed Ferj, em meio a uma grave crise financeira que ameaça a continuidade dos atendimentos. A deliberação foi tomada em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), que reúne 107 unidades, cerca de 40 delas credenciadas à operadora. A suspensão dos atendimentos pode ocorrer em até 30 dias, após notificações a autoridades como o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as secretarias de Saúde.
A crise da Unimed Ferj se arrasta há meses e envolve débitos bilionários com hospitais, clínicas e profissionais de saúde, que deixaram de receber repasses regulares pela prestação de serviços. Essa situação tem gerado dificuldades dos usuários em marcar consultas e realizar procedimentos, além de interrupções parciais de atendimentos em unidades da rede credenciada.
Para tentar conter os problemas e evitar desassistência, a ANS determinou que a Unimed do Brasil assumisse a assistência dos beneficiários da Ferj, em um modelo de compartilhamento de riscos — uma medida que visa manter a cobertura médica mesmo diante da instabilidade financeira da cooperativa.
O cenário de descredenciamento representa mais um capítulo na crise do plano no estado, com impactos diretos à saúde suplementar e alertas sobre possíveis interrupções em procedimentos agendados, caso a suspensão de atendimentos se concretize.
