O conselheiro José Gomes Graciosa, do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), foi condenado nesta quarta-feira (04/02) a **13 anos de prisão em regime inicial fechado pelo crime de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 7 votos a 4. A condenação também resultou na perda do cargo público de Graciosa no TCE-RJ. A sentença tem origem em uma investigação que apurou que o conselheiro mantinha contas na Suíça com valores ocultos, avaliados em mais de 1 milhão de francos suíços, sem declaração às autoridades brasileiras. A ex-esposa dele, Flávia Lopes Segura, também foi condenada — a pena foi de 3 anos e 8 meses em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade e restrições nos fins de semana. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que tentou associar os recursos ocultados a propinas recebidas no exercício de funções públicas. Contexto: Graciosa estava afastado do cargo desde que foi preso em 2017, em desdobramentos da Operação Quinto do Ouro, que investigou supostas irregularidades envolvendo conselheiros do TCE-RJ.
