⚖️ Turista argentina é julgada por injúria racial no Rio; MPRJ barra saída do país e pede indenização

Agostina Páez é acusada de injúria racial após discussão com funcionários de um bar em Ipanema

Durante o julgamento da turista argentina Agostina Páez, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou contra o pedido da defesa para que ela deixe o Brasil e aguarde a sentença em seu país de origem sem garantir o pagamento de indenização às vítimas. Na audiência, realizada na 37ª Vara Criminal da Capital, a promotoria também pediu a condenação da acusada por injúria racial. A Justiça deve divulgar nos próximos dias tanto a decisão do processo quanto o valor da indenização.

Caso aconteceu em janeiro em bar de Ipanema

O crime aconteceu no dia 14 de janeiro, após um desentendimento no estabelecimento. A promotoria afirma que Agostina teria se referido de forma pejorativa a um funcionário usando a palavra “negro” e, ao deixar o local, utilizado o termo “mono” (macaco, em espanhol), além de imitar gestos e sons do animal.

A mulher teria sido advertida por uma colega de que a conduta configura crime no Brasil, mas voltou a ofender os colaboradores. Ela também teria se dirigido à caixa do bar e a chamado de “mono” (macaco em espanhol), fazendo gestos que simulavam o animal. Após sair do local, Páez seguiu com os atos racistas. 

Os relatos das vítimas, destaca o Ministério Público, foram corroborados pelas imagens do circuito interno de monitoramento do bar e pelas declarações das testemunhas.

Em fevereiro, a 37ª Vara Criminal do TJRJ determinou a prisão preventiva da argentina, substituída posteriormente pela retenção do passaporte e pela utilização de tornozeleira eletrônica. 

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