O inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre as mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, revelou novos detalhes sobre a atuação de dois técnicos de enfermagem investigados pelos crimes. Segundo a apuração, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, teria atuado como comparsa de Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24, principal suspeito do caso.De acordo com a investigação, Marcela teria sido treinada por Marcos para auxiliar na manipulação de uma substância letal, além de permanecer ao lado do colega durante as ações criminosas. O relatório policial aponta que ela demonstrava comportamento compatível com participação consciente nos atos.O inquérito também detalha que Marcos Vinícius tentou matar uma paciente idosa em três ocasiões, sem sucesso, até que, em uma quarta tentativa, conseguiu provocar o óbito. No mesmo dia, outro paciente foi atacado com a mesma substância e morreu horas depois. Já a terceira vítima faleceu no início de dezembro, após receber a injeção aplicada pelo suspeito.As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 e estão sendo tratadas como homicídios qualificados, segundo a Polícia Civil. O caso chocou o país e levantou questionamentos sobre protocolos de segurança, fiscalização e controle em unidades de terapia intensiva.A investigação segue em andamento, e os envolvidos responderão criminalmente pelos fatos apurados.
