Uma família enfrenta grande dificuldade por conta da falta de fornecimento de um medicamento essencial para uma criança com condição neurológica rara, em meio à crise que atinge a Unimed no Rio de Janeiro. A situação foi relatada pela mãe da paciente, que está sem acesso ao remédio há três meses, gerando preocupação constante. A menina de 12 anos sofre de uma mutação no gene CDKL5, condição que provoca epilepsia intensa e outras complicações neurológicas, e desde outubro de 2025 ela não recebe o medicamento que ajuda a controlar suas convulsões, segundo a mãe. Sem o tratamento, a família relata que o risco de crises e complicações aumenta consideravelmente. A mãe afirmou que, durante anos, o tratamento — incluindo a medicação à base de canabidiol — foi mantido e proporcionou melhora significativa na qualidade de vida da filha, reduzindo drasticamente a quantidade de crises. Porém, desde que a empresa terceirizada responsável pela entrega parou de fornecer o remédio, a família passou a enfrentar burocracia e atrasos na entrega por parte do plano de saúde, sem receber o medicamento. A Unimed do Brasil, que assumiu a gestão assistencial da Unimed Ferj, informou que tem ciência do caso e está em contato com a família da beneficiária para apuração e encaminhamento da situação. O caso coloca em evidência as dificuldades enfrentadas por usuários de planos de saúde em situação de crise, especialmente quando tratamentos contínuos e essenciais estão em jogo.
