A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (23/01/2026) um homem acusado de chefiar um esquema de falsificação e comercialização de atestados médicos falsos que funcionava há cerca de cinco anos na capital fluminense. O suspeito foi identificado como Adílio Campos Chagas, e a prisão ocorreu após investigação da 25ª DP (Engenho Novo). Segundo as autoridades, o esquema envolvia a produção e venda de atestados sem qualquer consulta médica real, com documentos detalhando motivos de afastamento e número de dias escolhidos pelos compradores, tudo coordenado por meio de aplicativos de mensagens. Os preços variavam: cerca de R$ 25 por um dia de afastamento e R$ 75 por cinco dias. A investigação teve início em 2024, depois que uma médica percebeu que seus dados profissionais haviam sido usados indevidamente na criação de atestados falsos. Apesar de o suspeito ter sido identificado naquele momento, o pedido de prisão não foi deferido inicialmente. Com uma nova denúncia no final do ano passado, as equipes policiais retomaram as diligências e localizarem o homem novamente. Durante as buscas na residência de Adílio, na Rocinha, Zona Sul do Rio, os agentes apreenderam diversos carimbos com dados falsos de médicos, receitas e outros materiais usados na fraude. O suspeito foi intimado a comparecer à delegacia, onde acabou confessando a participação no esquema, alegando que havia herdado a prática do pai, que já atuava no mesmo tipo de crime. A Polícia Civil destacou que a investigação não apontou envolvimento de unidades de saúde no esquema, que operava de forma clandestina, e que as provas coletadas incluem mensagens trocadas entre comprador e vendedor que demonstram o funcionamento da fraude. O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e possíveis compradores dos atestados falsificados.
