
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a suspensão de parte dos recursos federais destinados por meio de contrato entre a Empresa Brasileira de Turismo – Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) para o Carnaval de 2026. A medida cautelar proposta tem como foco indícios de possível desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público, apontados por auditores técnicos. O caso ganhou destaque após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a destinação dos recursos devido ao fato de que a escola de samba Acadêmicos de Niterói levará um samba-enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição em 2026. Os técnicos do TCU apontam que isso pode violar os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade administrativa e da indisponibilidade do interesse público. O relatório também apontou inconsistências no termo de colaboração firmado entre Embratur e Liesa, como divergências na lista de escolas beneficiárias, levantando dúvidas sobre a efetiva destinação dos repasses. Por isso, os técnicos recomendam que o relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, suspenda cautelarmente os recursos enquanto são feitas diligências com os órgãos envolvidos para esclarecer a situação. Não há, até o momento, confirmação oficial de que os valores já tenham sido efetivamente pagos às agremiações, nem decisão final do TCU sobre o mérito do caso.
