Um alvará de soltura em nome de Gênesis Moabe da Glória, de 45 anos, conhecido como Moabe, apontado como chefe da facção criminosa baiana Bonde do Maluco (BDM) — ligada ao PCC — chamou a atenção das autoridades por parecer, à primeira vista, absolutamente legítimo.
O documento trazia assinatura eletrônica atribuída ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis Júnior, além de dados detalhados do preso, papel timbrado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e três QR Codes supostamente destinados à verificação de autenticidade.
Foi justamente esse último detalhe que levantou suspeitas. Ao tentar validar os QR Codes, as autoridades constataram que o alvará era falso, frustrando a tentativa de soltura do criminoso.
O caso expõe o alto nível de sofisticação utilizado por organizações criminosas para tentar burlar o sistema judiciário e segue sob investigação para identificar os responsáveis pela falsificação. ⚖️🔍🚔
